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O que é Osteoporose?
Osteoporose é uma doença muito comum, onde a qualidade e a densidade dos ossos diminui, enfraquecendo-os e aumentando o risco de fraturas, principalmente as de coluna, punho, quadril, pélvis e ombro. Fraturas associadas a osteoporose são uma causa relevante de morbidade e mortalidade.
A Osteoporose também é conhecida como "Epidemia Silenciosa", pois a perda de massa óssea geralmente ocorre sem apresentar sintomas. Em muitos casos a osteoporose só é diagnosticada quando ocorre a primeira fratura, quando a doença já está em estágio avançado. Osteoporose, a epidemia silenciosa, é um problema mundial, que aumenta significativamente a medida que a população mundial cresce e envelhece. Durante toda a vida, o risco de desenvolver uma fratura por esteoporose nas mulheres é de 30 a 50% e nos homens de 15 a 30%. A maior incidência de fraturas decorrentes da doença ocorrem no punho, coluna vertebral e quadril.
Alguns fatos importantes:
- Osteoporose, a epidemia silenciosa, é um problema mundial.
- Aproximadamente 1.6 milhões de fraturas de quadril ocorrem no mundo a cada ano. - Em 2050 este número pode aumentar de 4.5 a 6.3 milhões. - Nas mulheres com mais de 45, o número de dias passados em hospitais por causa da osteoporose é superior ao de doenças como diabetes e infarto do miocárdio. - É estimado que apenas uma em cada quatro fraturas receba o tratamento adequado. Mulheres que sofrem fraturas vertebrais correm risco substancial de desenvolver fraturas adicionais nos anos seguintes.
Incidência e prevalência da osteoporose
- 1 em cada 3 mulheres acima dos 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose; este número aumenta para uma em cada duas a partir dos 60 anos.
- 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose, este número aumenta para 1 a cada 3 a partir dos 60 anos. - Aproximadamente 1.6 milhões de fraturas ocorrem no mundo a cada ano. A incidência aumentará para 6.3 milhões de fraturas em 2050. - Atualmente, a maior incidência em aumento do número de fraturas acontece na Ásia. Uma em cada quatro fraturas ocorrerão na Ásia e na América Latina, e o número de fraturas de quadril será de 1 a cada 4 nessas localidades em relação ao resto do mundo. Em 2050 as projeções apontam que será de 1 a cada 2 fraturas de quadril no mundo ocorram nestas duas regiões. - A incidência e os custos nas fraturas por osteoporose são maiores do que os de cardiopatias como enfarto do miocárdio, por exemplo e câncer de mama.
A osteoporose no mundo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a osteoporose está atrás apenas das doenças cardiovasculares como um problema de saúde mundial. Os estudos médicos nos revelam que a possibilidade de morte por uma fratura de quadril em mulheres de 50 anos é similar a possibilidade de morte por câncer de mama.
A medida que a população mundial envelhece, aumenta o impacto e os custos diretos e indiretos nos sistemas de saúde. Devemos desenvolver iniciativas para conter e reduzir este impacto. A International Osteoporosis Foundation (IOF) estima que os custos diretos e indiretos efetuados pelas empresas na Europa, Canadá e Estados Unidos para tratar a osteoporose é de 48 bilhões de dólares. Fonte: International Osteoporosis Foundation Website: Osteoporosis Fact Sheet.
O Impacto da Osteoporose no Brasil
O "White Paper" é o primeiro relatório oficial sobre a doença, contendo dados oficiais e estatísticas sobre o impacto da osteoporose no Brasil. O relatório foi desenvolvido seguindo as orientações da International Osteoporosis Foundation (IOF), sob coordenação do Dr. João Francisco Marques Neto (Presidente da SOBRAO) e Dr. Rubem Lederman (Membro do Board da IOF), e com a colaboração do Ministério da Saúde, da força tarefa OSTEOPOROSE-SOBRAO (Helenice Teixeira, Ana Patrícia de Paula, José Alexandre Mendonça e Tatiana de Freitas Tourinho) e do Grupo de Estudos em Osteoporose da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Alguns fatos importantes:
- Osteoporose, a epidemia geralmente silenciosa, é um problema brasileiro e mundial.
- Aproximadamente 1.6 milhões de fraturas de quadril ocorrem no mundo a cada ano. O mesmo ocorre no Brasil. Em 2050 este número pode atingir 4.5 a 6.3 milhões. - Nas mulheres com mais de 45, o número de dias passados em hospitais por causa da fratura por osteoporose é superior ao induzido por doenças como diabetes e infarto do miocárdio. - É estimado que apenas uma em cada quatro fraturas receba o tratamento adequado. Nos pacientes com correção cirúrgica de fratura de fêmur por osteoporose, apenas 13,3% dos pacientes são encaminhados ao tratamento da osteoporose. O que implica na ocorrência de novas fraturas e na diminuição da sobrevida. - O risco de novas fraturas vertebrais em mulheres que já apresentem fraturas prévias é de 27% em cada ano subseqüente.
Estudo QUS de prevenção da osteoporose
Em 1998, o PNECDOR desenvolveu o maior estudo epidemiológico realizado na América Latina até então. O principal objetivo do estudo foi avaliar, nas cinco regiões do Brasil, os resultados das ultras sonometrias de calcâneo (QUS) in 32.000 mulheres na pós-menopausa, de forma a demonstrar a importância da osteoporose como um grave problema de saúde pública no Brasil.
O estudo revelou alterações de acordo com a etnia e diferenças culturais. As alterações mais significativas ocorreram na região sul, provavelmente relacionadas com a imigração de alemães e italianos. As regiões norte e nordeste também apresentaram alterações freqüentes, enquanto que no centro-oeste e sudeste foram menores. Dentre os resultados destaca-se que a freqüência de perdas de massa óssea nas amostras populacionais estudadas atinge 13,7%. O tratamento clínico (não cirúrgico) foi realizado em 97 (18.23%) pacientes e o tratamento cirúrgico em 435 (81.76%) pacientes. Complicações cirúrgicas ocorreram em 40 (9.19%) pacientes. As projeções em relação à fraturas considerando pacientes com baixo índice de massa óssea no Brasil (2006 / 2007): - 1.200.000 fraturas/ano - 600.000 fraturas vertebrais - 250.000 fraturas de fêmur - 200.000 fraturas de antebraço distal - 150.000 outras fraturas As conclusões deste estudo apontaram uma necessidade premente no desenvolvimento de políticas nacionais para o tratamento e assistência da osteoporose no Brasil, assim como investir na qualificação dos especialistas e melhorar a assistência nos sistemas de saúde pública e privado. Programas de educação continuada devem ser implementados pelas autoridades. |
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